Eletricista autônomo: quanto cobrar em 2026 (visita e serviço)
Chamado de dez minutos pra trocar uma tomada, meia hora de trânsito pra chegar e mais meia hora pra voltar. Se você cobrou só pelo serviço, esse dia perdeu dinheiro. O eletricista autônomo vende tempo — do deslocamento à execução — e quem não separa taxa de visita, material e mão de obra na conta acaba trabalhando o dia inteiro pra fechar no zero a zero.
Quanto cobrar por serviço de eletricista em 2026
Faixas praticadas na maior parte do Brasil em 2026, variando com a região e a complexidade do serviço:
| Serviço | Faixa 2026 |
|---|---|
| Taxa de visita | R$ 60 – R$ 120 |
| Troca de tomada/interruptor (por ponto) | R$ 40 – R$ 80 |
| Instalação de chuveiro elétrico | R$ 100 – R$ 200 |
| Troca de disjuntor | R$ 80 – R$ 150 |
| Revisão de quadro de disjuntores | R$ 150 – R$ 400 |
Por que cobrar taxa de visita
Deslocamento consome tempo e combustível mesmo quando o serviço no local é rápido. Sem taxa de visita, um dia de atendimentos pequenos e espalhados pode render menos que um único serviço parado num só endereço — a taxa cobre esse custo de oportunidade. Muitos eletricistas abatem a taxa do valor final quando o cliente fecha o serviço, o que é justo e ainda garante que a visita nunca saia de graça.
Material com margem (não pelo preço de custo), mão de obra pelo valor da sua hora, deslocamento e uma margem de risco maior em serviços que envolvem quadro de disjuntores ou rede exposta.
Como calcular o orçamento fechado
Cada serviço tem um custo diferente, então o cálculo é por atendimento — não um preço fixo "de tabela" sem olhar pro que o serviço realmente exige. O markup divisor ajuda a transformar isso numa fórmula única, aplicável a qualquer serviço.
Exemplo: instalação de chuveiro elétrico
Cobrar R$ 100 fechado "porque é rápido" deixa esse serviço praticamente sem margem depois do material e do deslocamento. A conta aponta pra algo perto de R$ 172, dentro da faixa de mercado 2026 pra esse tipo de instalação.
Risco também é custo
Serviços com risco elétrico maior — quadro de disjuntores, rede exposta, instalação em altura — devem carregar uma margem mais alta que a troca simples de uma tomada. Não é "cobrar mais porque dá pra cobrar": é reconhecer que o risco de acidente, de dano ao imóvel e de retrabalho é maior nesses serviços, e isso tem custo mesmo quando nada dá errado.
Como o Goothy resolve isso
No Goothy você monta um orçamento por serviço — taxa de visita, material com margem e mão de obra pelo tempo estimado — e ele calcula o preço final mostrando quanto é custo, imposto e lucro. Reajusta sozinho quando o material sobe, então o orçamento de hoje não fica desatualizado em dois meses.
3 coisas pra levar daqui
- Cobre a taxa de visita. Deslocamento é tempo — mesmo abatida do valor final, ela nunca deve ser gratuita.
- Material entra com margem, não pelo preço de custo — você não é distribuidor de material elétrico.
- Risco maior, margem maior. Quadro de disjuntores e rede exposta não têm o mesmo preço de uma troca de tomada.